Glícia Brazil e Luiza Brazil
2025
A Alienação Parental sob a Ótica da Neurociência

Sobre o Artigo
O debate sobre alienação parental no Brasil se intensifica a cada ano — mas boa parte da discussão ainda ignora o que a neurociência já demonstrou sobre o que acontece dentro do cérebro de uma criança submetida à manipulação persistente.
Este artigo propõe uma mudança de perspectiva. Em vez de tratar a alienação parental apenas como um conjunto de atos descritos na Lei 12.318/2010, ele a examina como um fenômeno neurocognitivo — com impacto direto na memória, na percepção social e na construção da identidade da criança.
O Que o Artigo Apresenta
Quando uma criança é afastada de um cuidador ou recebe informações distorcidas sobre ele, dois processos acontecem ao mesmo tempo: falta de exposição e contaminação da fonte. Juntos, eles comprometem a capacidade da criança de reconhecer, lembrar e se vincular a uma figura essencial da sua rede afetiva.
O artigo mostra como a manipulação da narrativa afeta sistemas neurais específicos — do giro fusiforme, que processa rostos familiares, ao córtex pré-frontal medial, que organiza o conhecimento social. E demonstra que falsas memórias se consolidam com mais força quando a fonte da informação é alguém em quem a criança confia.


